A Reforma Tributária não altera apenas a estrutura dos tributos sobre o consumo. Ela impacta diretamente a forma como as notas fiscais eletrônicas passam a registrar, destacar e sustentar a apuração dos novos impostos. Na prática, a nota fiscal assume papel central na fiscalização, no controle de créditos e na conformidade tributária das empresas.
IBS e CBS reforçam o papel da nota fiscal
Com a instituição do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), a nota fiscal eletrônica passa a ser o principal documento para identificação da operação, do valor tributável e dos tributos incidentes.
O destaque correto do IBS e da CBS deixa de ser apenas informativo e passa a ser determinante para a apuração e para a validação dos créditos no regime não cumulativo.
Notas emitidas com informações inconsistentes, incompletas ou em desacordo com o enquadramento da operação podem comprometer todo o tratamento tributário daquela transação.
Destaque do imposto deixa de ser automático
No modelo anterior, muitas empresas tratavam o destaque do imposto como uma etapa mecânica da emissão da nota.
Com a Reforma, o destaque passa a refletir diretamente:
- a natureza da operação
- o local de incidência
- a correta identificação do tributo devido
- a base para apropriação de créditos pelo adquirente
Erros nesse processo não se limitam à emissão da nota. Eles podem gerar divergências na apuração, perda de créditos e questionamentos fiscais posteriores.
Créditos dependem da idoneidade da nota
O aproveitamento de créditos de IBS e CBS está condicionado à existência de documento fiscal eletrônico idôneo, com destaque correto dos tributos e informações compatíveis com a operação realizada.
Notas com enquadramento incorreto, dados inconsistentes ou falhas de parametrização podem impedir o creditamento, afetando diretamente o caixa da empresa e aumentando o risco de retrabalho contábil.
A qualidade da emissão passa a ser tão relevante quanto o pagamento do tributo.
Antecipar ajustes reduz riscos na transição
A legislação prevê um período de transição, mas isso não elimina a necessidade de ajustes prévios em sistemas, processos e parametrizações fiscais.
Empresas que postergam adequações tendem a operar com configurações provisórias no início da vigência prática das novas regras, acumulando erros que exigem correções posteriores mais complexas e onerosas.
Antecipação, nesse cenário, é estratégia de segurança.
A nota fiscal como instrumento de estratégia tributária
Com a Reforma Tributária, a nota fiscal deixa de ser apenas um registro operacional e passa a integrar diretamente a estratégia tributária da empresa.
Emitir corretamente significa proteger créditos, reduzir riscos fiscais e garantir previsibilidade durante a transição para o novo sistema.
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