Black Friday: 3 erros que sua empresa deve evitar

A Black Friday pode aumentar significativamente o movimento de uma empresa, mas vender mais não garante um resultado melhor. Descontos mal calculados, falta de controle financeiro e problemas na emissão de notas fiscais podem transformar uma campanha promissora em prejuízo e dificuldades operacionais.

Antes de novembro, alguns pontos merecem uma revisão cuidadosa. Veja três erros que precisam ser evitados.

Erro 1: dar desconto sem conhecer a margem real

Reduzir o preço apenas para acompanhar os concorrentes pode ser perigoso.

Antes de definir qualquer promoção, a empresa precisa conhecer o custo do produto, tributos, despesas variáveis e quanto daquela venda ficará disponível para ajudar a pagar os custos fixos e gerar resultado.

Calcular corretamente a margem de contribuição é fundamental para saber se a empresa consegue oferecer condições especiais na Black Friday sem comprometer suas despesas e seu lucro.

Isso significa que um produto pode vender muito durante a promoção e, ainda assim, trazer pouco resultado para o negócio.

O desconto precisa ser definido a partir dos números da empresa, não apenas a partir de um percentual que pareça atrativo para o consumidor.

Erro 2: ignorar o impacto no fluxo de caixa

Outro erro é olhar somente para o faturamento esperado.

O aumento das vendas também pode elevar despesas com estoque, fornecedores, logística, embalagens, taxas, equipe e outras necessidades operacionais. Além disso, parte das vendas pode ser recebida somente posteriormente, dependendo das condições de pagamento oferecidas aos clientes.

Por isso, é importante projetar quanto entrará e quanto sairá do caixa durante e depois da campanha.

Uma Black Friday com faturamento elevado pode pressionar o capital de giro se a empresa precisar desembolsar recursos antes de receber pelas vendas.

Antes de lançar as ofertas, revise contas a pagar, compromissos com fornecedores, prazos de recebimento e o dinheiro disponível para manter a operação funcionando normalmente.

Erro 3: deixar os sistemas fiscais para a última hora

Quando o volume de vendas cresce, falhas que normalmente aparecem de forma isolada podem ganhar outra dimensão.

O sistema de emissão de NF-e precisa estar funcionando corretamente, com cadastros e informações fiscais revisados. Erros na estrutura do documento, numeração, credenciamento ou validação podem resultar na rejeição da NF-e, impedindo sua autorização até que o problema seja corrigido.

Por isso, antes da Black Friday, é importante revisar o sistema fiscal, conferir os cadastros dos produtos e verificar se as informações necessárias à emissão dos documentos estão corretas.

Em vez de assumir que tudo continuará funcionando normalmente durante um pico de vendas, a empresa deve testar sua operação antecipadamente.

Preparação evita problemas quando as vendas aumentam

A Black Friday não começa quando a primeira promoção entra no ar. Ela começa no planejamento.

Calcular margens, projetar o fluxo de caixa e revisar os sistemas fiscais permite identificar problemas quando ainda existe tempo para corrigi-los. Também reduz a necessidade de improvisar justamente nos dias em que a empresa estará mais movimentada.

Para aproveitar a Black Friday, portanto, não basta pensar em quanto vender. É preciso saber se cada venda tem margem, se o caixa suporta a operação e se os sistemas estão preparados para processar o aumento da demanda.

Quanto mais organizada estiver a empresa antes da campanha, maiores são as chances de transformar aumento de vendas em resultados reais.

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